

O ano de 2024 trouxe uma tempestade perfeita para o agronegócio brasileiro: os preços dos fertilizantes fosfatados dispararam, pressionados por restrições nas exportações da China, aumento da demanda por fósforo na indústria de baterias, custos logísticos elevados e volatilidade do mercado global.A esse cenário somam-se os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia, que desorganizou cadeias logísticas globais e pressionou a oferta de insumos e energia, agravando ainda mais a crise.Com isso, muitos produtores se viram forçados a pagar mais caro para manter a produtividade — ou pior, a comprometer sua eficiência por falta de acesso a insumos essenciais.
A resposta natural do mercado tem sido a antecipação de compras. Mas essa estratégia, ao estimular ainda mais a demanda concentrada, contribui para a escalada dos preços. É hora de pensar diferente: diversificar a matriz de insumos, regenerar o solo e buscar alternativas sustentáveis .
Muito se debate sobre remineralizadores (como o pó de rocha) e fertilizantes à base de resíduos industriais. Embora promissores, esses caminhos não são isentos de riscos:
• a mineração excessiva de rochas pode gerar desequilíbrios ecológicos;
• o uso de resíduos exige rigoroso controle toxicológico e regulamentação.
Enquanto buscamos essas soluções tecnológicas, vale olhar com atenção para quem já vem trilhando um caminho mais coerente entre produção, ciência e ética ambiental.
Na Hortitec 2025, a Korin apresentou os frutos de décadas de pesquisa aplicada em bioinsumos, tecnologias agrícolas desenvolvidas em harmonia com a natureza e voltadas para a regeneração dos solos.
Entre os destaques:
• Bokashi, um fertilizante biológico de origem japonesa que ativa a microbiota do solo e promove o equilíbrio da fertilidade;
• Embiotic Compostagem, uma tecnologia que acelera e otimiza o processo natural de compostagem, permitindo sua adoção em escala produtiva.
Esses produtos não apenas reduzem a dependência de fertilizantes químicos convencionais, como também revitalizam o ecossistema agrícola — fortalecendo a saúde do solo, das plantas e, por consequência, dos alimentos que chegam à mesa.A atuação da Korin está profundamente enraizada na filosofia da Agricultura Natural, desenvolvida por Meishu-Sama, fundador da Igreja Messiânica Mundial.Segundo seusensinamentos, a agricultura deve respeitar os ritmos da natureza e estar conectada à saúde espiritual e física do ser humano.
A ideia central é clara: um solo saudável é a base de uma vida saudável. E assim como o solo precisa ser purificado de contaminantes e desequilíbrios, o corpo físico também precisa eliminar toxinas — herdadas, ingeridas ou acumuladas — para que suas funções vitais não sejam comprometidas.
Essa visão não é apenas espiritual: ela antecipa debates contemporâneos sobre alimentação limpa, saúde intestinal, microbioma e agricultura regenerativa. Trata-se de uma abordagem que une ciência, fé e prática agrícola consciente.
8 Noviembre 2025 à 13h11
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